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Poesia e reverência

Atualizado: 18 de mai. de 2021

Minha quietude agora

é noite, não pela escuridão, mas pelo silêncio que impõe:

há sons ainda,

mesmo no quarto

em que me encontro

sozinho... (o som que vem do mar, do vento no araçá, do gato que mia e até do sono apaziguado em outros cômodos da casa)... momento ideal para uma reverência à almofada tibetana para nos unirmos na lótus da vida: sua calma textura me conforta, me acomoda e, aos poucos, tudo cede neste auxílio ao florescer do dentro do ser... ela auxilia erguer, pela espinha dorsal, antena ao universo que sou e manifesto para outros universos dentro e fora de mim; ela conforta meu corpo enquanto não estou mais ciente do corpo; ela acarinha músculos e carnes e cartilagens decerto para, ao meu retorno de onde estive dentro e fora desta dimensão, me amar em aconchego, tão bem recebido sou de volta aqui sobre a almofada tibetana.

Me despeço dela com outra reverência e a guardo com carinho.

Seu volume preenchido com amor e ervas e velar aos cuidados de outros é base, segurança e clamor ao que desejamos: união para sermos unos. Namastê _/\_


Texto carinhosamente oferecido por Rogério Marcos Lenzi (foto). Poeta, historiador, praticante de yoga e reikiano.




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